A primeira coisa que faço ao abrir a porta é olhar se o céu já está limpo o suficiente para caminhar até a padaria da esquina. A rua principal tem calçada larga e poucas poças; dá pra andar tranquilo mesmo nas manhãs de chuva leve. A padaria fica a menos de três minutos a pé e já tem pão quente na vitrine quando passo por lá às seis e meia.
Depois de comprar o café, sigo pela Avenida São João em direção ao ponto de ônibus que fica logo ao lado da escola municipal. O trajeto leva uns cinco minutos e passa por casas de dois andares com fachada pintada em cores sóbrias. As janelas dão para pequenos quintais onde as crianças costumam brincar até o sol subir mais alto. No ponto tem um ponto de táxi que costuma aparecer quando o horário aperta; costuma ser rápido conseguir uma corrida para o centro da cidade.
No caminho para o trabalho, passo pela rua que corta o bairro e tem um mercado de frutas bem frequentado pelos moradores. Lá tem bancas com manga, melancia e coco fresco; costuma ser fácil comprar algo saudável sem precisar desviar muito da rota. A avenida principal tem duas faixas de carro e algumas ciclovias; quem prefere pedalar pode usar a pista que vai direto até a praia em cerca de quinze minutos.
Quando chego na pracinha perto da igreja, paro um instante para conversar com os vizinhos que costumam sentar nos bancos ao redor da fonte. O lugar tem sombra de árvores frutíferas e serve como ponto de encontro informal antes do almoço. A volta para casa passa novamente pela padaria; às vezes aproveito para pegar um lanche antes de entrar no apartamento.
À noite, depois do expediente, volto pela mesma rua onde as luzes das casas já estão acesas. O bairro tem poucos ruídos e as ruas são tranquilas; dá pra caminhar sem pressa até chegar à porta do prédio de três quartos onde moro com minha família. O dia termina com o som das ondas ao longe e a sensação de estar num lugar onde tudo está ao alcance dos pés.
Sucesso!